Preço do diesel deve continuar subindo em 2025, aponta especialista

Atualização anual do ICMS e variação do dólar vão afetar diretamente o valor do combustível

O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) publicou, em outubro de 2024, a atualização anual das alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) dos combustíveis, o que resultará em diesel mais caro nos postos em 1º de fevereiro, quando a alíquota subirá de R$ 1,0635 para R$ 1,12 por litro, representando um crescimento de 5,31%.

Apenas em 2024, de acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o diesel sofreu um aumento na faixa de R$0,15 por litro, ou 2,5%. O combustível fechou o ano com preço médio de R$6,13 por litro.
Outro ponto que influenciará ainda mais na variação do preço do combustível é o cenário de políticas internas e externas, que fez o dólar – moeda na qual os valores são negociados – bater recordes de cotação e hoje segue sendo negociado acima dos R$6,10.

Segundo Ricardo Lerner, CEO do Gasola, empresa de solução multifuncional que automatiza a gestão de abastecimento, as variações no preço do diesel devem seguir um cenário desafiador e imprevisível, influenciado por diversos fatores. “O ano de 2025 tende a ser marcado por volatilidade, reforçando a importância de estratégias de negociação e planejamento para empresas com grandes frotas”, explica.

O especialista também alerta para a política de preços da Petrobras. Segundo ele, o Brasil, por não ser autossuficiente na produção de diesel, depende da importação do produto, o que torna o mercado mais sensível à variação do dólar, que pode ser afetado por diversos cenários como conflitos internacionais e políticas econômicas.

“Em governos anteriores, os combustíveis tinham valores reajustados frequentemente. Em 2024, a estatal brasileira passou o ano inteiro sem realizar nenhum ajuste. Deve-se prestar atenção para ver se continuarão com essa política neste ano”, analisa Lerner.

Com o objetivo de reduzir o preço do combustível e, consequentemente, baratear o custo operacional na gestão de frotas, empresas têm adotado alternativas que priorizam preço e qualidade. Iniciativas como o Gasola, por exemplo, negociam e automatizam o abastecimento de frotas com pagamentos à vista, eliminando a necessidade de cartões de frota e modernizando o processo por meio de um aplicativo. Isso porque os cartões de frota tradicionais são conhecidos por encarecer o combustível devido às taxas cobradas aos postos.

Como explica o CEO da empresa, é desafiador propor projetos para a redução da precificação, visto que 23% dos custos dos combustíveis são referentes a impostos estaduais ou federais. Todavia, Lerner esclarece que, por meio da tecnologia, encontraram uma solução para criar preços mais acessíveis para as empresas que possuem frota.

“Com o Gasola, os motoristas utilizam nosso app para abastecer nos postos parceiros. O pagamento é realizado automaticamente, sem necessidade de cartões de frota ou dinheiro em espécie. Isso simplifica a operação e garante controle total para os gestores. Além disso, oferecemos relatórios precisos de consumo de combustível, permitindo que nossos parceiros acompanhem o desempenho de KM/L da sua frota. Isso é essencial para economizar diesel e otimizar a operação”, finaliza.

Fonte:sindicamp Imagem: Divulgação

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